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A importância central do índice “Informação / Infraestrutura”

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Uma ideia central do meu livro mais recente é a seguinte:

Empresas e organizações de qualquer setor têm que prestar atenção no índice “informação/infraestrutura”. Esse índice tem SEMPRE que ser o maior possível, e essa afirmação decorre diretamente da lógica da ciência da complexidade. Quer dizer o seguinte:

Qualquer atividade que dependa mais de infraestrutura do que de informação está condenada a ser desconstruída (ei, taxistas, que tal isso? Senhores médicos, podem esperar, sua hora vai chegar).

Quanto mais informação gerenciada (em relação à infraestrutura física), mais produtiva será a atividade, mais lucro, mais crescimento.

Ou seja, saúde não é sobre infraestrutura física (hospitais, aparelhos), é sobre informação gerenciada. Informação sobre o paciente, paciente a paciente. A essência da medicina não pode ser “o médico”, mas sim as melhores formas de gerir a informação sobre o paciente. Mesma lógica. Agricultura não é sobre tratores, terras, fertilizantes ou gado. É sobre gestão com base em informação sobre essas coisas…

Mineração é mais sobre GPS/Google Maps – (informação!) – do que sobre minas e minério. Petróleo e gás? Análogo, pode apostar. Pensaram que pré-sal era sobre navios sonda, aí criaram a “Sete Brasil”. Pensaram que exigir “conteúdo nacional” (infraestrutura), nos ajudaria a ficar ricos. Deixa pra lá.

Educação é (só) sobre mais escolas? Saúde é (só) sobre mais verbas para mais hospitais? Desconfie que não. Eu afirmo que não.

O aumento extraordinário da riqueza per capita (no mundo todo!), nos últimos duzentos e poucos anos não veio de infraestrutura, nem de capital físico. Não veio de capitalistas controladores dos meios de produção. Não veio de redistribuição “na marra”. Veio de informação tornada produtiva via diferentes tecnologias. Essas tecnologias físicas acabam perdendo a relevância com o tempo, mas a informação não. Ela salta para outras tecnologias e encarna nelas de forma cada vez mais original. A informação é imortal, a ferramenta na qual ela encarna, não.

 

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