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	<title> &#187; Livros</title>
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		<title>Inovação em Saúde</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Apr 2017 19:09:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Gerente]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Quem vai e não vai gostar do meu livro sobre inovação em saúde As soluções a que chego em meu livro sobre inovação em saúde, se inspiram em soluções já consagradas em outros campos. Não estudo o setor de saúde especificamente, mas o que já deu certo em varejo, manufatura, telecomunicações, aviação, computação, entretenimento, serviços [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Quem vai e não vai gostar do meu livro sobre inovação em saúde</strong></p>
<p>As soluções a que chego em meu livro sobre inovação em saúde, se inspiram em soluções já consagradas em outros campos. Não estudo o setor de saúde especificamente, mas o que já deu certo em varejo, manufatura, telecomunicações, aviação, computação, entretenimento, serviços em geral…</p>
<p>No livro, digo o seguinte:</p>
<p><em>“Tente refrear seu impulso de achar que assistência à saúde é uma atividade tão singular que seus problemas não têm correspondência em nenhuma outra área. </em></p>
<p><em>Combinemos o seguinte:</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>- Se você está convicto de que os problemas da saúde são tão especiais que só podem ser resolvidos por especialistas da área da saúde…</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>- Se tem absoluta certeza de que padrões de inovação em outras áreas não se aplicam à área da saúde por ser esta uma área singular….</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>- Ou, se crê que, por tratar essencialmente da vida humana e do bem estar de pessoas, a área da saúde pede uma abordagem original, sem relação com as disciplinas conhecidas de solução de problemas…</em></p>
<p><em>Então, com muita franqueza, não perca seu tempo com este livro”.</em></p>
<p>A partir de conexões com “problemas parecidos” em vários setores, chego a soluções concretas para os pacientes crônicos e para a prevenção (uma atividade cuja importância é notória, mas que nenhuma organização oferece porque não se consegue lucrar financeiramente com ela), e outras condições de saúde. Chego ao hospital, ao consultório, ao processo de diagnóstico, ao profissional médico, à enfermagem, à tecnologia, ao prontuário eletrônico, à regulação, a novas formas de remuneração, à atenção primária, ao papel do usuário…</p>
<p>Tudo a partir de heurísticas (regras práticas) iluminadas pela da ciência dos sistemas complexos.</p>
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		<title>A intrigante ciência das ideias que dão certo</title>
		<link>https://innovatrix.com.br/a-intrigante-ciencia-das-ideias-que-dao-certo-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Apr 2017 19:01:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Gerente]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Do que trata meu livro &#8220;A intrigante ciência das ideias que dão certo&#8221;? Ele começa demolindo a ideias de que empresas boas são as “feitas para durar”. Não. As boas empresas são as que conseguem estender seus prazos de validade, inovando. Essas não duram, transmutam-se. O livro mostra como a inovação é o processo por [&#8230;]</p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Do que trata meu livro &#8220;A intrigante ciência das ideias que dão certo&#8221;?</strong></p>
<p>Ele começa demolindo a ideias de que empresas boas são as “feitas para durar”. Não. As boas empresas são as que conseguem estender seus prazos de validade, inovando. Essas não duram, transmutam-se.</p>
<p>O livro mostra como a inovação é o processo por meio do qual as boas empresas se transmutam, e como inovação empresarial pode e deve aprender com a ciência.<br />
Mostra que empresas inovadoras não são as que atraem as melhores pessoas – uma noção sem sentido, dado que sempre haverá mais pessoas inteligentes fora do que dentro de sua empresa.</p>
<p>Mostra que as “vencedoras” (não as eternas) são as que constroem ambientes que permitam a emergência da inovação, e que isso acontece pela subtração do que não dá certo, não pela busca ativa de algo. Não há receita para o que dá certo.</p>
<p>Mostra que a construção de ambientes inovadores se apoia em poucos e simples princípios, cujos efeitos são surpreendentes e criativos. A reciprocidade nas interações entre as pessoas é a chave da coisa toda.</p>
<p>Mostra como as ideias da ciência – da Física, Antropologia – nos permitem entender de onde vêm as ideias que dão certo, e como podemos fazê-las emergir manipulando ambientes empresariais por meio da disciplina a que chamamos de gestão.</p>
<p>E mostra finalmente, que a função gerencial “liderança” é muito mais relevante do que qualquer outra para que a sustentabilidade via inovação se torne um processo (não uma meta a ser atingida) nas organizações que querem se sustentar.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Innovatrix &#8211;  Inovação para não gênios</title>
		<link>https://innovatrix.com.br/innovatrix-inovacao-para-nao-genios/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 15:06:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Baixe aqui a introdução do livro em pdf.</p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Baixe <a href="wp-content/uploads/2013/05/innovatrix.pdf" target="_blank">aqui</a> a introdução do livro em pdf.</p>
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		<title>Empresas de Sucesso. Pessoas Infelizes?</title>
		<link>https://innovatrix.com.br/empresas-de-sucesso-pessoas-infelizes/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 15:02:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>1. Sucesso da empresa, infelicidade das pessoas. Tem que ser assim? &#8211; Empresas de sucesso são comuns, empresas felizes são raras, se é que existem. Fiquei obcecado quando constatei isso. Fui investigar. 2. Entrando no buraco negro da empresa. &#8211; Descobri que as mazelas que geram mais calor que luz nas empresas são as mesmas [&#8230;]</p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>1. Sucesso da empresa, infelicidade das pessoas. Tem que ser assim? </strong></p>
<p>&#8211; Empresas de sucesso são comuns, empresas felizes são raras, se é que existem. Fiquei obcecado quando constatei isso. Fui investigar.</p>
<p><strong>2. Entrando no buraco negro da empresa.</strong></p>
<p>&#8211; Descobri que as mazelas que geram mais calor que luz nas empresas são as mesmas em todas elas. Parece que isso tem a ver com a natureza humana.</p>
<p><strong>3. O conselho de Kahneman. </strong></p>
<p>&#8211; As pesquisas de um psicólogo israelense que ganhou o premio Nobel de Economia, me ajudaram a entender muito da infelicidade nas empresas.</p>
<p><strong>4. A construção de Jack. </strong></p>
<p>&#8211; Resolvi examinar o sucesso da GE sob o comando de Jack Welch para tentar equacionar o dilema sucesso-felicidade. O sucesso da GE foi retumbante. Felicidade?</p>
<p><strong>5. Colaborar com “estranhos” não é natural. </strong></p>
<p>&#8211; Trabalhar em empresas não está em nossos genes. Não fomos programados para isso mas temos de fazer isso. Entende de onde vem o “calor empresarial”?</p>
<p><strong>6. Engenheirando relacionamentos – o paradoxo do gestor.</strong></p>
<p>&#8211; Gestão de empresas é gestão de pessoas. O resto é menos importante. Mas, colaborar em time não é natural e, por isso, a colaboração tem de ser “engenheirada” por um líder.</p>
<p><strong>7. Das cavernas à empresa. </strong></p>
<p>&#8211; A empresa é uma mutação de formas primitivas de divisão do trabalho. Grande parte dos gestores parte das premissas erradas quando o assunto são pessoas. Principalmente, os gestores de RH.</p>
<p><strong>8. As regras do nosso jogo – por que não existem “pessoas especiais”? </strong></p>
<p>&#8211; Shakespeare, Fernando Pessoa e Millor Fernandes têm mais a ver com nosso tema do que qualquer especialista em gestão. Eles são observadores da natureza humana como ela é.</p>
<p><strong>9. Da estratégia para o sistema, só depois para as pessoas. </strong></p>
<p>&#8211; Gestão é sobre pessoas, mas não pode começar pelas pessoas, tem de começar com o sistema que faz a organização funcionar. O sistema é mais importante que as pessoas.</p>
<p><strong>10. Como gerar mais luz? </strong></p>
<p>&#8211; Gestão pode prometer luz mas não felicidade. A felicidade que podemos almejar na empresa é diferente daquela da vida pessoal. Sabe o que a define?</p>
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		<title>A Ciência da Gestão</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 14:59:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Este livro é sobre a maior inovação do século XX. Gestão &#8211; uma disciplina (ou seja: um conjunto de conhecimentos codificados) cujo foco é a obtenção de resultados Administração deve ser entendida/ensinada/aprendida como uma disciplina. Da mesma forma que medicina, engenharia ou qualquer outro saber que se apóie em conhecimento codificado. Na primeira parte deste [&#8230;]</p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Este livro é sobre a maior inovação do século XX. Gestão &#8211; uma disciplina (ou seja: um conjunto de conhecimentos codificados) cujo foco é a obtenção de resultados</p>
<p>Administração deve ser entendida/ensinada/aprendida como uma disciplina. Da mesma forma que medicina, engenharia ou qualquer outro saber que se apóie em conhecimento codificado. Na primeira parte deste livro, vamos ver por que isso é verdade, por que precisamos de uma &#8220;ciência da gestão&#8221; &#8211; com princípios que nos habilitem não só a explicar o passado, mas também a agir hoje para construir o futuro que queremos. Gestão é sempre sobre o futuro. Sem capacidade preditiva, nenhuma disciplina vale muito (ou melhor: não vale nada). Vamos identificar os elementos principais dessa &#8220;ciência&#8221; &#8211; seus blocos de construção &#8211; e mostrar por que eles são as peças relevantes no quebra-cabeças.</p>
<p>Na segunda parte do livro, vamos juntar os pedaços e dar forma à coisa. O que queremos é o seguinte: uma moldura para gerenciar (pessoas e processos; a inovação, o marketing, a estratégia). Esse método deve funcionar com base em princípios que nos levem com mais probabilidade de sucesso aos resultados que desejamos alcançar. É isso que chamo de ciência da gestão. Um engenheiro constrói uma ponte usando um método assim, um médico prescreve uma linha de tratamento idem. Será que nós, gestores, podemos chegar lá em nossas empresas? Este livro demonstra que sim e mostra como.</p>
<p>Na terceira parte, vamos usar nossa &#8220;ciência&#8221; para tratar especificamente do Brasil. Dos desafios que nossas organizações enfrentam e o que elas devem fazer concretamente. Das oportunidades para o empreendedorismo brasileiro (onde estão as melhores oportunidades para se ganhar dinheiro?). De algumas questões relacionadas às organizações sem fins lucrativos (ONGs), políticas de governo, etc. Nossa ciência, para ser digna desse nome, tem de ser capaz de dizer coisas concretas sobre tudo isso.</p>
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		<title>AntropoMarketing Dos Flintstones à era digital: marketing e a natureza humana</title>
		<link>https://innovatrix.com.br/antropomarketing-dos-flintstones-a-era-digital-marketing-e-a-natureza-humana/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 14:56:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>O que é preciso para que algo faça sucesso? Dito de outra forma: o que é preciso para que algo (uma idéia, uma pessoa, um produto) seja aceito e adotado em larga escala? Nosso tema é marketing &#8211; a ciência que trata daquilo que faz as pessoas ?comprarem? alguma coisa. A tese é simples: se [&#8230;]</p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O que é preciso para que algo faça sucesso? Dito de outra forma: o que é preciso para que algo (uma idéia, uma pessoa, um produto) seja aceito e adotado em larga escala? Nosso tema é marketing &#8211; a ciência que trata daquilo que faz as pessoas ?comprarem? alguma coisa.</p>
<p>A tese é simples: se entendermos a dinâmica da adoção da novidade no passado, entenderemos o que o futuro nos trará. Isso é assim, porque apesar de toda mudança, existe uma natureza humana universal que não se altera por mais que a tecnologia avance. Teremos de voltar ao que nos moldou como humanos no passado distante. Nossa natureza determina o que escolhemos.</p>
<p>Chamo de antropomarketing ao marketing que parte das motivações humanas mais essenciais. Não me refiro a esses vagos psicologismos que têm inspirado a propaganda e a comunicação. Refiro-me àquelas coisas que, ao longo do tempo, definiram a cabeça do animal humano. A natureza humana é a matéria prima do marketing. O que procuram os humanos? Por que procuram? Você nunca será bom em marketing se passar batido por essas perguntas. A primeira é mais fácil, a segunda, mais desafiadora. Teremos de encará-las.</p>
<p>Em 1996, logo após lançar meu primeiro livro ?Em busca da empresa quântica? iniciei um diálogo com pessoas que se interessaram por minha abordagem das coisas do mundo empresarial: uma visão meio ciência, meio business; uma perspectiva centrada em nossas buscas de significado, e nas interrogações que nos acompanham desde sempre.</p>
<p>Nosso grupo de discussão formou-se depois de uma palestra minha sobre marketing e estratégia. Conversávamos por e-mail. Todos os participantes ocupavam cargos importantes em organizações grandes e universidades. O que começou como um papo descompromissado, motivado pelo simples prazer de conversar, acabou influenciando profundamente as vidas de vários de nós ? a minha inclusive. No final de 2000, muito por causa dos desdobramentos dessas conversas, abandonei uma carreira de executivo de sucesso, e mudei de profissão. Eu tinha 50 anos e minha decisão foi meio temerária (irresponsável, se você quiser), mas não tive opção: a coisa ficou maior que eu.</p>
<p>Este livro é uma espécie de ?diário de bordo? ? um registro desse diálogo/viagem. Como toda aventura interessante, essa é sobre descobertas memoráveis. Marketing. Não essa coisa afetada de propaganda, criatividade, marqueteiros etc. Isso é uma parte muito trivial daquilo que realmente interessa. Quer dizer, se você está interessado na maneira mais criativa de anunciar extrato de tomate, ou desodorante ou&#8230; bem, desculpe, este livro não é para você. Criatividade em extrato de tomate é marketing de ontem.</p>
<p>O marketing da era digital será diferente do que nos acostumamos ? ele vai partir de mercados, não de produtos. O produto morreu; o digital matou-o. Mercados são o que realmente conta num mundo interconectado. Em cursos de marketing ninguém trata de mercados, só tratam de&#8230; extrato de tomate, entende? Mercados são sobre seres humanos conectados. Sempre foram, mas hoje são mais que isso. Você vai entender.</p>
<p>Falo de marketing como um processo, não como um departamento, um cargo ou uma ?caixinha no organograma?. Marketing é o processo de fazer as pessoas comprarem algo. Seu ponto de partida são elas &#8211; as pessoas -, não o ?algo?.</p>
<p>Este livro explica por que as organizações terão de basear seu marketing em reputação, não em propaganda, não em ?técnicas venda?, não em criatividade. Explica como marketing &#8211; que se origina em instintos humanos ancestrais &#8211; não pode mais ser nem ensinado nem praticado, sem que se enxergue os humanos como transacionadores compulsivos; como animais econômicos, eternamente em busca de apostas recompensadoras nos jogos em que se envolvem. Que jogos seriam esses? Que recompensas motivam nessa busca?</p>
<p>É isto: trazemos o instinto do marketing (assim como o do sexo) embutido em nossa programação mental. Tudo é parte do mesmo jogo. Mas, se apelar para as motivações fundamentais das pessoas sempre foi a competência essencial de qualquer discurso de venda, como e por que essa tal revolução da informação está alterando tão radicalmente aquilo que pessoas e organizações sempre fizeram?</p>
<p><strong>Por que mesmo?</strong></p>
<p>Nosso diálogo nasceu motivado por interesses comuns ligados a temas do mundo empresarial, mas evoluiu para coisas mais ambiciosas. Acabamos nos autodenominando ?grupo dos porquês?. É que, a certa altura, alguém tentou colocar em discussão um tema que outros acharam tolo, e a temperatura subiu a níveis perigosos. O grupo sempre manteve um respeito tácito a posições divergentes, e não havia disparidade intelectual entre nós. Muitos (como eu, que sou físico) tinham formação não convencional para a profissão que exerciam: havia gente de história, antropologia, biologia &#8211; havia até um filósofo que trabalhava como executivo ? além de engenheiros e economistas (inevitáveis).</p>
<p>Pessoas especiais, os integrantes do ?grupo dos porquês?. Nosso traço comum era a crença que a gestão das organizações se beneficiaria muito de sensibilidades, saberes e competências normalmente não associados ao mundo empresarial. Naquele momento, estávamos com dificuldade porque tínhamos de limitar o espectro das questões que seria válido abordar. O mal-estar foi contornado quando alguém sugeriu: ?Clemente vai moderar a discussão e será dele a palavra final sobre o que merece ser discutido?. O que seria, afinal, uma pergunta que merece a busca de uma resposta?</p>
<p>Sempre acreditei que formular perguntas relevantes é mais importante do que chegar às respostas delas. A qualidade da resposta na qualidade da pergunta. Topei.</p>
<p>Comecei provocando: ?Por que essa tal revolução da informação é tão revolucionária assim? Revolucionário é o que rompe com o status quo. É isso que e tecnologia está fazendo??. Para mim, o ?revolucionário? do digital (mídias novas, etc.) não está na tecnologia em si, mas no fato de que ela nos estimula a fazer perguntas nas quais não pensaríamos antes. Por exemplo: ?Por que, para comprar uma caixa de cereais, temos de ir a um supermercado? Por que, para aprender algo, temos de ir a uma escola, por que a escola não vem a nós??. Não valiam respostas óbvias, do tipo: ?Supermercados são os lugares naturais para comprarmos cereais?. Respostas assim eu cortava. O que tínhamos de buscar era exatamente a razão pela qual essa entidade econômica chamada supermercado tornara-se o lugar natural para comprarmos coisas.</p>
<p>Lembrei que no século XVII Galileu e Newton deram início à era da ciência exatamente por não se satisfazerem com a noção de que uma pedra cai porque o chão é o lugar natural das pedras. Eles quiseram saber por quê. O supermercado foi só um exemplo. Eu queria mesmo era tentar descobrir por que certas atividades ligadas aos atos de comprar e vender acabam cristalizando-se de certas maneiras e não de outras. O que motiva a evolução das maneiras de se fazer marketing? Descobrimos a resposta à questão do supermercado, mas essa descoberta gerou logo outra pergunta &#8211; outro porquê &#8211; cuja resposta levou a outra, e a mais outra, e outra&#8230; E lá fomos nós percorrendo fragmentos da história das tecnologias, e dos processos inovadores.</p>
<p>Entendemos a importância econômica &#8211; ao longo da história &#8211; desse tipo especial de gente a que chamam de empreendedor. Chegamos a jogos e instintos humanos, que antes já tinham sido jogos de chimpanzés, e que, antes deles, tinham sido jogos de outros seres vivos. Voltamos à Internet, às empresas, aos mercados globais, ao colapso da Enron, ao novo marketing das redes, à força e contradições do marketing político, às empresas e suas estratégias hoje. Ao conhecimento como único ativo relevante num mundo cuja riqueza não vem mais de ?coisas? como petróleo, minério, terras, dinheiro mesmo mas sim de idéias, de intangíveis, do soft, da comunicação, de conceitos e processos novos, de experiências compartilhadas. Foi transformador para todos notar como o que julgávamos serem características únicas do nosso tempo são, na verdade, apenas o prosseguimento de uma mesma marcha. O homem vivendo a mesma aventura de sempre, só que ?diferente?, percebe?</p>
<p>Enfrentamos o desafio que esse ?diferente? implica: sair do blablablá e agir em busca de resultados num mundo em que todos os riscos se amplificaram. Se a aventura não muda, os perigos ao longo do percurso mudam. A atitude para abordá-los tem de ser outra. Qual? Fizemos uma descoberta espantosa: a tecnologia está nos levando de volta ao passado. A revolução da informação vai nos obrigar a dar prioridade àquilo que nos definiu como humanos, e o marketing &#8211; essa atividade comercial de múltiplas faces &#8211; já está sendo influenciado por essa tendência. O digital não nos lança à frente, nos remete para trás.</p>
<p><strong>Um rosto no solo de Marte</strong></p>
<p>Antes que eu esqueça: a pergunta que originou aquele bate-boca (um minibarraco, admito), e que me levou ao posto de moderador do debate, tinha sido feita por um economista a quem apelidáramos de PC, por seu jeito, digamos, um tanto Paulo Coelho de ser. PC era um Ph.D, trabalhava numa agência do Governo e era craque em teoria econômica. A pergunta que fez tinha a ver com um certo lado mais ?mágico? de seus interesses, que ele, volta e meia, deixava transparecer: ele nos mandara por e-mail uma foto tirada da superfície de Marte pela sonda espacial Viking. Era uma foto antiga, de 1976, e mostrava um gigantesco rosto humano esculpido no chão do planeta vermelho. Era material da NASA, e era inequívoco: tratava-se de um rosto humano. Aliás, lembrava muito o rosto de Jesus Cristo.</p>
<p>PC provocava os mais céticos: ?Quero saber como vocês &#8211; tão pragmáticos, tão orientados para resultados, tão executivos, tão cientistas &#8211; explicam esse rosto na face de Marte? Se não é um registro da presença de uma civilização antiga, o que é??. A reação do pessoal não foi boa. Pode ser resumida assim: ?Isto aqui não é fórum para esse tipo de assunto; estamos interessados em coisas sérias?. Ao assumir a moderação do debate, não quis desmerecer o PC (não queria que ele saísse do grupo, o cara era um craque) e prometi investigar pessoalmente a questão do rosto e voltar a ela adiante. Fora uma tática para ganhar tempo. O que eu não podia imaginar era que o porquê &#8211; que lá na frente descobriríamos para o tal rosto em Marte &#8211; iria reforçar a tese de que instintos programados em nós no passado distante são a matéria prima do marketing da era digital. Sei que parece estranho. Leia que você vai entender.</p>
<p>Nós humanos, no início do século XXI, somos uma espécie de Flintstones às avessas. Os Flintstones são personagens pré-históricos com make-up moderno; nós somos modernos, mas nossas cabeças são pré-históricas. Nossas mentes são da Idade da Pedra.</p>
<p>E foi graças à cultura e simplicidade do ?grupo dos porquês? que eu participei do melhor curso de marketing que já fiz. Aprendi com gente que ganha a vida fazendo acontecer no dia-a-dia, mas cujas ações são inspiradas por conhecimentos e sensibilidades raros. É esse curso que eu ofereço a vocês agora.</p>
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		<title>Supermentes Do Big Bang à era digital</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 14:55:20 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ao longo do tempo, em cada estágio em que isso ocorreu, tudo o que era familiar adquiriu outra personalidade e se transfigurou. Outro senso de realidade se instaurou. É assim, literalmente, desde que o tempo brotou do ventre da explosão que deu origem ao universo e liberou o instinto da comunicação. À medida que a [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Ao longo do tempo, em cada estágio em que isso ocorreu, tudo o que era familiar adquiriu outra personalidade e se transfigurou. Outro senso de realidade se instaurou.</p>
<p align="justify">É assim, literalmente, desde que o tempo brotou do ventre da explosão que deu origem ao universo e liberou o <em>instinto da comunicação</em>.</p>
<p align="justify">À medida que a comunicação fica mais abundante, mais intensa, mais rápida, mais precisa, a mente passa a ser estimulada de outros modos. Surgem mil variantes novas para a expressão humana e, entre tantas mudanças, também mudam as formas de se comerciar.</p>
<p align="justify">O marketing muda porque a mente muda. Comunicação sempre foi, e sempre será, a alma do negócio, em todos os sentidos. Para mim, ela é sim um instinto, uma força quase sobrenatural. Uma força mística, se você quiser.</p>
<p align="justify">A globalização &#8211; o fenômeno central do nosso tempo &#8211; é, basicamente, motivada pelo instinto de comerciar que a comunicação planta nos humanos. Só que agora &#8211; sem barreiras graças à tecnologia &#8211; esse instinto deixa de ser local e invade o mundo todo.</p>
<p align="justify">Capital, idéias, tecnologias chispam pelo globo terrestre. Não lute contra o instinto supremo, leitor. Ninguém é capaz de vencê-lo. Pode ter certeza: quando o instinto de comerciar encontra novas brechas para se manifestar, ele se manifesta. É possível detê-lo, mas o que resulta do emparedamento da comunicação sempre é medíocre.</p>
<p align="justify">As pessoas chamam de marketing a essa atividade comercial que tem a ver com &#8220;quer comprar meu produto?&#8221;. A Internet é, entre outras coisas &#8211; um novo espaço para exercitar isso &#8211; um meio de expressão novo/diferente para o mesmo instinto. Um espaço <em>não físico</em>. Não é marketplace, é <em>marketspace</em>. Um espaço onde todas as formas estabelecidas de transação/comunicação ficam livres para experimentar novas variantes.</p>
<p align="justify">A agricultura, a impressão, a roda, a estrada de ferro, o telégrafo, o telefone&#8230; As tecnologias realmente relevantes, <em>são sempre ferramentas</em> que abrem os caminhos que nos possibilitam fugir da tirania e da limitação do lugar físico, lançando-nos para outras dimensões da imaginação.</p>
<p align="justify">Mas esse não é um livro sobre metáforas ou simbologias. É prático. Vai lhe dar dicas que o ajudarão a agir melhor.</p>
<p align="justify">Para agir produtivamente hoje, você tem, primeiro, de entender a paisagem que nos cerca. Tudo o que está ocorrendo tem uma única origem: comunicação mais livre do que nunca. Liberada, sem amarras. É isso que, por abrir um oceano de possibilidades novas e radicais, muda a economia e a vida. É como sempre foi: muda a empresa, porque mudam as pessoas; as pessoas mudam porque mudam suas percepções do mundo. Nada fica sem se reconfigurar. É como sempre foi, mas é diferente, entende?</p>
<p align="justify"><strong>Minha tese é: a melhor maneira de se preparar para agir, não é tentar adivinhar o que vem pela frente, é olhar para trás. É perceber a dinâmica que nos trouxe aqui, e aprender com ela.<br />
</strong></p>
<p align="justify">Nosso agir no mundo (isto é: nossas relações, nossas organizações, nossas transações, nossa economia) é &#8211; desde sempre &#8211; o emergir sucessivo de enredos novos de dentro de enredos anteriores, que assim vão se expandindo para novas dimensões.</p>
<p align="justify">A ânsia da comunicação por comunicar-se está sempre por trás de tudo.</p>
<p align="justify">Nesse sentido, nada é revolucionário &#8211; nem a globalização, nem a Internet.</p>
<p align="justify">Já aconteceram &#8220;análogos&#8221; antes, viabilizados por tecnologias como o telégrafo, a bússola e o &#8220;zero&#8221;. Sim, o zero &#8211; uma ferramenta da imaginação. Sem ele, um número, ou melhor, um conceito que não existe no mundo (só na mente), não teríamos chegado a nada do que nos acostumamos.</p>
<p align="justify">Inovação sempre foi, e sempre será, definida por formas novas de comunicação que começam a fluir quando alguma tecnologia torna isso possível. Tecnologias criando continuamente novas mentes.</p>
<p align="justify">A tecnologia que origina todas as demais é o tempo. Ele é a ferramenta que torna possível todos os demais artefatos, inclusive a mente humana e suas maquinações. A matéria-prima do marketing é a mente. Tudo sempre tem início com entidades pobres, banais.</p>
<p align="justify">Entes sem &#8220;mentes&#8221;. Coisas estúpidas e limitadas. A partir delas é que se formam super-entes, supermentes, cada vez mais complexas, sofisticadas e criativas.</p>
<p align="justify">O mundo globalizado é isso. A Internet também.</p>
<p align="justify">Vários estágios de &#8220;mentes&#8221; já emergiram ao longo dos quatro ou cinco bilhões de anos que a Terra tem. Da &#8220;mentezinha&#8221; das bactérias, que, mesmo sem sistema nervoso, aprenderam a comunicar-se trocando sinais químicos, até os organismos de muitas células. Daí para organismos com cérebros, graças a uma nova tecnologia &#8211; o nêuron; o fio fino com o qual se tece a comunicação entre as várias partes de um organismo. Pura tecnologia da informação. Daí, por meio de uma sucessão de muitos estágios, até nós, humanos, para a sociedade, o comércio, a empresa, a economia&#8230;</p>
<p align="justify">Outra tecnologia é a linguagem. A palavra falada foi viabilizada por um cérebro grande e complexo, cheio de possibilidades de comunicação. Talvez, a &#8220;necessidade&#8221; &#8211; ou melhor, a enorme vantagem que o <em>falar </em>confere &#8211; é que tenha levado o cérebro humano a ter ficado tão complexo, dizem alguns. A complexidade do cérebro humano, quase certamente, teve sua origem no instinto da comunicação também.</p>
<p align="justify">Depois da palavra falada, a palavra escrita. Manuscrita. Em seguida, a palavra impressa &#8211; comunicação para mais gente, mais longe.</p>
<p align="justify">Todas são tecnologias de superação da distância. Várias <em>revoluções da informação </em>já aconteceram no planeta Terra.</p>
<p align="justify">Novamente: cada nova mente é uma &#8220;supermente&#8221; em relação ao estágio anterior.</p>
<p align="justify"><strong>Resumindo<br />
</strong></p>
<p align="justify">Supermentes acontecem quando a comunicação alcança um patamar diferente para se comunicar. Esse instinto nos trouxe ao mundo globalizado, e nos levará adiante, pós-globalização; pós-internet.</p>
<p align="justify">O que torna possível o aparecimento de comunicação cada vez mais sofisticada são as tecnologias. Uma tecnologia é o ferramental que serve de plataforma para o emergir de qualquer arranjo mais criativo, a partir de arranjos anteriores mais &#8220;estúpidos&#8221;.</p>
<p align="justify">A &#8220;tecnologia&#8221; que viabiliza a evolução é o tempo.</p>
<p align="justify">O &#8220;momento&#8221; mais interessante nesse processo de evolução ocorreu quando surgiu a mente humana. Depois que a tecnologia do natural, engendrada pelo tempo, gerou os humanos, estes passaram a criar novas tecnologias e, com isso, a interferir ativamente com o processo que os tinha produzido.</p>
<p align="justify">Essa é nossa aventura, nossa glória e nossa miséria: nós dependemos de nós.</p>
<p align="justify">O DNA é o resultado da tecnologia das leis da química. Os sistemas nervosos sofisticados são resultado de outra tecnologia: o nêuron. A família, a sociedade e a civilização são produto de outra: a agricultura. A globalização é produto da tecnologia da informação atuando sobre um instinto básico do ser humano: o instinto de comerciar.</p>
<p align="justify">Foi a mesma dinâmica que fez bactérias de uma célula só acabarem gerando organismos multicelulares, depois sistemas nervosos, depois nós, humanos, nossas famílias, sociedades, empresas, mercados. Primeiro tudo funcionando isoladamente, depois se conectando, para formar coisas maiores, mais criativas, mais interessantes. Supermentes.</p>
<p align="justify">Então, entender o passado nos habilita a agir no presente e preparar o futuro; mas, atenção: não se trata nem de &#8220;bola de cristal&#8221;, nem, muito menos, de &#8220;tendências para o novo milênio&#8221;. Estou cheio dessas tais tendências. Quero é saber <em>como fazer boas escolhas hoje</em>. Não tenho interesse maior nas &#8220;implicações morais da clonagem&#8221;, nem nos problemas éticos de embriões humanos desenvolvidos em fêmeas de chimpanzés, muito menos nas maravilhas tecnológicas que estão chegando &#8211; como automóveis que reconhecem seus donos e conversam com eles (se eu já não gosto de conversa com motoristas de táxi tagarelas, por que haveria de querer papo com o táxi em si?).</p>
<p align="justify">Visões delirantes sobre o futuro existem aos montes, e me interessam pouco. Exemplo: a introdução do livro <em>The One to One Enterprise</em>, de Don Peppers e Martha Rogers, chama-se &#8220;A Camisinha Musical&#8221;. Lá se fala das engenhocas que logo habitarão nosso dia-a-dia de forma corriqueira: o par de óculos que responde quando você pergunta: &#8220;Onde, raios, deixei meus óculos?&#8221;, a chave do carro que emite um som e se identifica quando você pergunta onde ela está, e o tal preservativo que toca Beethoven quando fura em uso. Hmmm&#8230; deve ser a idade&#8230; eu posso imaginar alguma utilidade para óculos e chaves falantes, mas camisinhas tocando Beethoven? E logo quando furam? Eu, hein&#8230;</p>
<p align="justify">Todos já sabemos que o futuro pós-genoma mapeado será sensacional. Sabemos que as tecnologias de reconhecimento de voz, via chips baratos, serão uma banalidade corriqueira; que dominaremos doenças que hoje nos aterrorizam, viveremos mais, sofreremos menos&#8230; tudo isso, no futuro, claro. Mas, e hoje, gente?</p>
<p align="justify">Hoje, ninguém nos diz nada. O presente nunca é charmoso, o futuro (sempre idealizado, sem os medos de hoje, sem as aporrinhações de sempre) é que é bacana. Pagamos qualquer coisa para que nos falem do amanhã, porque o hoje&#8230;, bem, leitor, desculpe, mas o hoje é sempre uma <em>damn shit</em>. Delírios futuristas são perda de tempo. São curiosos, mas apenas distraem. Esqueça a camisinha musical.</p>
<p align="justify">Assim que ficamos livres (graças a Deus) daquela coisa de &#8220;virada de século-novo milênio-bug-2000-era-de-luz-etc.&#8221; constatamos que o primeiro dia do novo milênio chegou e passou, exatamente como todos os outros &#8220;primeiros-de-janeiro&#8221; antes. Portanto, voltemos ao trabalho. O filme que está passando chama-se <em>De volta ao presente</em>. Você é parte do enredo. Divirta-se.</p>
<p align="justify">A melhor maneira de se preparar para agir é perceber-se em fluxo, viajando para o futuro a partir de um passado que dá mesmo a impressão de ser radicalmente diferente, mas que, <em>na verdade, foi só mais devagar</em>. A aceleração é que acelerou.</p>
<p align="justify"><strong>Comunicação<br />
</strong></p>
<p align="justify">Não falo de transmissão de mensagens, assim em abstrato. Não falo de &#8220;dados&#8221;. Estou falando do que <em>apela</em> à mente. Do que <em>muda</em> o <em>status quo</em>.</p>
<p align="justify">Comunicação que tem apelo à mente chama-se <em>informação</em>.</p>
<p align="justify">Economia é sobre isso. Empresa é sobre isso. Marketing é sobre isso. Desempenho humano é sobre isso. Os jogos da competição são sobre isso. Isso é o que há.</p>
<p align="justify">Mas tecnologia (atenção de novo!) não.</p>
<p align="justify">Tecnologia não é sobre isso. Tecnologia é a ferramenta que viabiliza a comunicação e, com ela, o salto da mente para outras dimensões. Tecnologia é <em>só</em> habilitador.</p>
<p align="justify">A idéia mais sofisticada do século XX, para mim, não é a teoria quântica, nem a da relatividade &#8211; é a descoberta da informação, e do código que viabiliza a comunicação de maneira mais completa (mais humana, eu diria): o código digital.</p>
<p align="justify">Na segunda metade do século XX, descobrimos que o digital é que manda &#8211; tanto no DNA como na Internet. É poder à beça. Ninguém pode barganhar com o digital.</p>
<p align="justify">A linguagem digital &#8211; base para tecnologias radicais &#8211; é que nos força a reconceituar simplesmente&#8230; tudo.</p>
<p align="justify">Redefinimos até o jeitão físico de nossas empresas &#8211; chega de gente empilhada pelos andares das corporações. Empresas são mecanismos de coordenação de informação.</p>
<p align="justify">A melhor maneira de fazer isso, até hoje, foi ter gente-departamentos &#8211; perto uns dos outros &#8211; quase se tocando fisicamente. Agora não. A tecnologia permite que empresas, clientes e fornecedores se integrem num processo só, comunicando-se perfeitamente à distância. Processos que anteriormente eram antieconômicos, agora (graças a que mesmo?) não são mais. Tentáculos de fibra ótica, ondas eletromagnéticas viajando sem fio, chips de silício interconectados ligam o que antes funcionava isolado e, desse novo sistema nervoso, brota uma nova identidade.</p>
<p align="justify">Distância não significa mais impossibilidade. A comunicação contorna as barreiras.</p>
<p align="justify">Mas se ela, tecnologia, abre novos possíveis percursos,<em> não nos ensina a percorrê-los.<br />
</em></p>
<p align="justify">A aventura humana ao longo da História é um delicado e sutil movimento de escolha &#8211; às vezes consciente, às vezes acidental &#8211; de quais avenidas percorrer, quando e como fazê-lo. Ninguém nem nada nos garante que escolheremos o &#8220;melhor&#8221;, entende?</p>
<p align="justify">Criamos tecnologia e ela nos recria. O medo das conseqüências dessa &#8220;recriação&#8221; é um medo humano. Estamos, hoje, viajando aceleradíssimos rumo a outra superdimensão.</p>
<p align="justify">Se, e quando, vamos chegar não sabemos. Há mil fatores que podem abortar a viagem, ou, pelo menos, atrasá-la bastante, o que seria uma pena pois, quando a comunicação é bloqueada, o resultado é sempre a mediocridade.</p>
<p align="justify">O máximo que podemos fazer é tentar entender.</p>
<p align="justify">Partir de um entendimento firme do ontem, para sintonizar-se com um amanhã que é, por natureza, imprevisível. Esse equilíbrio entre o ontem e o amanhã &#8211; entre o conhecido e o novo, entre o familiar e o surpreendente &#8211; é o requisito para o sucesso hoje. Como somos parte do processo, não há ponto de vista privilegiado para observá-lo de fora. Não há fora. Estamos viajando <em>dentro do processo</em>. Podemos percebê-lo, mas não entendê-lo em sua inteireza.</p>
<p align="justify">O amanhã é o que a comunicação sem barreiras está descortinando. É o sistema nervoso de fibras óticas, sinais digitais, viajando instantaneamente pelo mundo, sem fricção. Som, imagem, cheiro, cor, tato. Tudo super. Supercômodo. Supersensorial. Super-humano. Surpreendente. Supermente.</p>
<p align="justify">A aceleração está acelerando. Segure-se!</p>
<p align="justify">Não. Pensando bem, não. Solte-se e sintonize-se com ela.</p>
<p align="justify">Passado e futuro. Um pé lá, outro cá. Não caia, equilibre-se.</p>
<p>Esse equilíbrio não é mecânico &#8211; não há leis de Newton para defini-lo, portanto, não procure guias ou gurus para orientá-lo. Seu guru tem de ser você.</p>
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		<title>Em Busca da Empresa Quântica</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 14:50:32 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>&#8230;Segunda edição: Lançado em abril de 1996, &#8220;Em Busca da Empresa Quântica&#8221; ficou por meses em primeiro lugar como livro mais vendido em Administração/Negócios. Três anos depois, ele foi relançado criticamente, isto é: atualizado, completado, corrigido. Mais adequado a um mundo três anos mais velho. Muita coisa acontece em três anos, tempo, hoje, mais que [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">&#8230;Segunda edição:</p>
<p align="justify">Lançado em abril de 1996, &#8220;Em Busca da Empresa Quântica&#8221; ficou por meses em primeiro lugar como livro mais vendido em Administração/Negócios.</p>
<p align="justify">Três anos depois, ele foi relançado criticamente, isto é: atualizado, completado, corrigido. Mais adequado a um mundo três anos mais velho.</p>
<p align="justify">Muita coisa acontece em três anos, tempo, hoje, mais que suficiente para varrer alguns conceitos da paisagem, e introduzir outros.</p>
<p align="justify">Há um futuro precipitando-se diante de nossos olhos, e, a ação nesse mundo pede, continuamente, idéias que dêem conta de seu dinamismo.</p>
<p align="justify">É isso o que justifica esse relançamento. Há muitas diferenças entre esta e a primeira edição. Na forma e no conteúdo.</p>
<p align="justify">Primeiro a forma.</p>
<p align="justify">Revi todo o livro e eliminei repetições, vícios de estilo, irrelevâncias e imprecisões. Não foram poucas as alterações.</p>
<p align="justify">Tive de reescrever, cortar, completar, refrasear, re-explicar&#8230;</p>
<p align="justify">Mas, fiquei feliz ao perceber que, afinal, este é um livro melhor, mais consistente e mais maduro. Três anos depois de minha primeira &#8220;experiência&#8221; literária, acho que progredi. Espero que você ache também.</p>
<p align="justify">Quanto ao conteúdo, há muito material novo. O leitor vai notar, ao longo de todo o livro, vários boxes com comentários e trechos de artigos meus produzidos de1995 para cá (principalmente na revista <em>Exame</em>, da qual me tornei colaborador em 1997). Também acrescentei vários trechos de adaptações de material de meu segundo livro &#8211; O Glorioso Acidente&#8221; &#8211; Objetiva,1998<em> -</em> e de minha newsleter chamada Newschemata.</p>
<p align="justify">Apesar de muito ter sido eliminado, nada do que eu considerava essencial mudou, e muitas outras idéias foram acrescentadas.</p>
<p align="justify">Este é quase outro livro. Dezenas de páginas foram introduzidas, incluindo uma nova introdução, um apêndice completo, e a atualização de leituras e referências.</p>
<p align="justify">Ficou muito melhor.</p>
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		<title>O Glorioso Acidente</title>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 14:45:07 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Livros]]></category>

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